O Supremo Tribunal Federal marcou para o dia 16 de junho o julgamento da ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Simultaneamente, a Corte analisa pedidos para incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro no inquérito, buscando ampliar o alcance das investigações sobre suposta interferência em processos judiciais.
Primeira Turma analisa denúncia de coação no curso do processo
A ação penal contra Eduardo Bolsonaro será conduzida pela Primeira Turma, sob a presidência do ministro Flávio Dino. O parlamentar é acusado pela Procuradoria-Geral da República de coação no curso do processo, sob a alegação de que teria atuado nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e interferir em investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado.
Segundo a denúncia recebida pelo STF, o ex-deputado teria articulado medidas de pressão contra integrantes do Judiciário brasileiro junto a parlamentares norte-americanos. A defesa, realizada pela Defensoria Pública da União, questiona a condução do processo pelo ministro Alexandre de Moraes.
Moraes avalia petições para incluir Jair e Flávio Bolsonaro
Em paralelo ao julgamento, o ministro Alexandre de Moraes aguarda manifestação da Procuradoria sobre petições que pedem a ampliação do escopo do inquérito. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitou a inclusão de Jair e Flávio Bolsonaro entre os investigados, apontando possíveis conexões entre o financiamento do filme “Dark Horse” e a atuação internacional da família.
Flávio Bolsonaro tenta barrar o avanço do pedido e solicitou ao STF que declare Moraes suspeito para analisar o requerimento. A defesa do senador argumenta que o ministro não teria imparcialidade devido a uma suposta proximidade com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que teria sido procurado para viabilizar o aporte milionário ao filme.
PSOL solicita investigação sobre pressão econômica contra o Brasil
Um novo pedido foi apresentado pelo deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), solicitando a inclusão de Flávio Bolsonaro no inquérito. O parlamentar argumenta que o senador teria atuado junto ao governo dos Estados Unidos para pressionar o Brasil, citando reuniões em Washington com Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio.
A petição do PSOL destaca a recomendação do Representante Comercial dos Estados Unidos pela aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros como um desdobramento dessa articulação. O partido defende a apuração conjunta dos fatos, solicitando acesso à agenda de contatos do senador com autoridades norte-americanas. Até o momento, Moraes não decidiu sobre os pedidos de ampliação, aguardando o posicionamento da Procuradoria-Geral da República.

Fonte: Cnnbrasil