A Airbus concluiu nesta segunda-feira (1º), em Toulouse, na França, o primeiro voo de teste da aeronave A350-1000ULR. O modelo foi projetado para viabilizar a rota comercial mais longa do mundo, conectando Sydney, na Austrália, a cidades como Londres e Nova York sem escalas.
As rotas planejadas cobrem uma distância de aproximadamente 10 mil milhas náuticas, com estimativa de tempo de voo de até 22 horas. Para alcançar essa autonomia, a Airbus realizou modificações estruturais no modelo A350-1000, incluindo a instalação de um Tanque Central Traseiro (RCT) que adiciona 20 mil litros de combustível à capacidade total.
Modificações estruturais e testes de certificação
O acréscimo de combustível amplia o alcance do jato em mil milhas náuticas, garantindo reserva para eventuais desvios de rota. A aeronave, designada como MSN 707, iniciará um programa de testes de dois meses para certificar os sistemas de combustível, bombas e medidores, operados pelo Sistema de Gerenciamento de Quantidade de Combustível.
Além da estrutura, a campanha de testes avalia o sistema de ventilação e o novo sistema de resfriamento de ar das cozinhas, conhecido como NGAC. Essa tecnologia utiliza unidades mais leves, gerando uma Economia de peso de aproximadamente 300 kg, e será adotada como padrão em toda a família Airbus A350.
Configuração interna e o Project Sunrise
O interior da aeronave terá capacidade para 238 passageiros, divididos entre seis suítes de Primeira Classe, 52 na Executiva, 40 na Premium Economy e 140 na Econômica. O projeto atende ao “Project Sunrise”, iniciativa da Qantas Airways lançada em 2017 para expandir o alcance de jatos de longa distância.
O nome da iniciativa faz referência a uma operação histórica da Qantas durante a Segunda Guerra Mundial, na qual hidroaviões realizavam trajetos de 33 horas entre a Austrália e o Sri Lanka. Na ocasião, passageiros e tripulação presenciavam o nascer do sol duas vezes durante a viagem.
Cronograma de entregas e eficiência da frota
A Qantas possui uma encomenda de 12 unidades do A350-1000ULR, além de outras 12 do modelo padrão. A primeira entrega efetiva à companhia aérea está prevista para abril de 2027. Segundo a fabricante, a família A350 oferece uma redução de **25% no consumo de combustível** e nas emissões de carbono em comparação a modelos anteriores.

Fonte: Cnnbrasil