Lula critica ameaça de tarifaço dos EUA e aponta interferência política da oposição em contexto de Política Econômica Lula critica ameaça de tarifaço dos EUA e aponta interferência política da oposição em contexto de Política Econômica

Lula critica ameaça de tarifaço dos EUA e aponta interferência política da oposição

Presidente Lula critica proposta dos EUA de aplicar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e aponta interferência política na decisão comercial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou indignação nesta terça-feira (2) diante da proposta do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida, que ainda não entrou em vigor, é resultado de uma investigação iniciada em julho de 2025 sobre supostas práticas comerciais desleais do Brasil.

Lula rebate críticas sobre o PIX e ironiza postura americana

Durante evento em Catalão, em Goiás, Lula utilizou um cartaz com a frase “O PIX é do Brasil” para rebater as alegações americanas. O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro é citado pelo governo dos Estados Unidos como um ponto de preocupação por competir com empresas privadas americanas.

Lula ironizou a postura de Washington: “Ao invés de ter medo do PIX, coloca o PIX para funcionar nos Estados Unidos”. O presidente brasileiro afirmou que aguarda um telefonema de Donald Trump para esclarecer a situação, ressaltando que ambos haviam combinado um prazo de negociação até 15 de julho.

Em sua fala, Lula classificou a decisão americana como “intempestiva” e baseada em informações que não refletem a realidade comercial entre os dois países.

Governo aponta ingerência e oposição culpa política externa

Em nota oficial, o governo brasileiro classificou a proposta como uma tentativa de ingerência em temas internos e afirmou que a investigação foi motivada por provocações da família Bolsonaro. O vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou que a medida é injusta e destacou que o Brasil se reserva o direito de adotar medidas de reciprocidade caso as tarifas sejam confirmadas.

Por outro lado, figuras da oposição, como os ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema, atribuíram a ameaça de retaliação à política externa do atual governo. Zema criticou a aproximação do Brasil com países não democráticos, enquanto Caiado argumentou que o Itamaraty adotou um viés ideológico que prejudicou a parceria histórica com os EUA.

Processo de consulta pública e cronograma até julho

A proposta do USTR ainda passará por consultas públicas e etapas formais antes de uma decisão definitiva, prevista para 15 de julho de 2026. O governo brasileiro sustenta que a política comercial nacional não discrimina empresas estrangeiras.

A gestão federal reafirma que o país mantém um ambiente aberto para investimentos e tecnologia dos Estados Unidos. O desfecho das negociações deve definir os próximos passos da relação comercial bilateral entre as duas nações.

Fonte: UOL