O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), encontraram-se nesta terça-feira, 2, durante a abertura da exposição agropecuária Megaleite, em Belo Horizonte. O evento marcou o primeiro contato público entre os dois políticos após uma série de atritos recentes que envolveram o financiamento de produções audiovisuais sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Brinde com leite marca reaproximação em Belo Horizonte
O clima de tensão, gerado anteriormente por críticas públicas de Zema, deu lugar a um gesto de conciliação durante a feira. Antes do início das atividades, Flávio e Zema realizaram um brinde com leite, em uma homenagem ao setor agropecuário mineiro.
Em seu discurso, Flávio Bolsonaro defendeu a necessidade de união entre as candidaturas de centro-direita. O senador afirmou que, independentemente de divergências anteriores, o objetivo comum deve ser impedir a continuidade do governo do PT. “A gente tem que tirar o Brasil… se não está todo mundo quebrado”, declarou o parlamentar.
Divergências sobre financiamento de filme ainda circulam
A relação entre os dois esfriou após Zema classificar como “um tapa na cara dos brasileiros” o episódio em que Flávio solicitou recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”. Na ocasião, o ex-governador mineiro chegou a afirmar que o episódio era “imperdoável” e sugeriu que a postura de Flávio poderia beneficiar o atual governo.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, reiterou que considera a postura de Zema precipitada e negou qualquer irregularidade nas tratativas financeiras, prometendo apresentar contratos e prestações de contas. O senador reforçou que, em um eventual segundo turno, a união das forças de direita é indispensável.
Presença de Ronaldo Caiado e coesão do campo conservador
O evento também contou com a presença do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que também é pré-candidato ao Palácio do Planalto. Flávio aproveitou a ocasião para afirmar que tanto ele quanto Zema e Caiado serão alvos de ataques políticos, mas que devem manter a coesão. “Podem contar comigo na defesa do bem, porque a gente está do lado certo”, concluiu o senador.
Fonte: Estadão