O candidato governista à Presidência da Colômbia, Iván Cepeda, recuou nesta segunda-feira (1°) e negou que sua equipe tenha encontrado evidências de grandes irregularidades no primeiro turno das eleições, realizadas no domingo (31).
“Fizemos as verificações necessárias. E até agora, preciso dizer, porque sou uma pessoa séria e transparente, não encontramos neste momento fatos de uma dimensão ou profundidade que mereçam um pronunciamento sobre eventuais irregularidades”, disse ele em declarações à imprensa.
O político da esquerda havia afirmado anteriormente que não comentaria os resultados antes de o órgão responsável pelo processo se manifestar sobre uma suposta discrepância no número de eleitores e o que classificou como “votações atípicas” em determinados centros de votação.
Abelardo De La Espriella alcança 43,74% dos votos
Embora pesquisas eleitorais apontassem Cepeda como favorito, o candidato da esquerda terminou o pleito atrás do ultradireitista Abelardo De La Espriella. O conservador obteve **43,74% dos votos**, enquanto o governista atingiu 40,9%.
Antes do recuo de Cepeda, o presidente Gustavo Petro declarou que não reconheceria os resultados. Petro alegou que mais de 800 mil pessoas foram incluídas irregularmente no padrão eleitoral nas semanas que antecederam a votação.
Exército e pressão sobre o reconhecimento do pleito
Em resposta às contestações, De la Espriella solicitou que as forças de segurança e o Exército atuem para defender a Constituição caso Cepeda e Petro persistam na recusa em reconhecer os resultados oficiais.
“[Faço] um chamado à Força Pública e ao Exército da pátria para que ativem o mecanismo constitucional no caso de que esse delinquente pretenda não reconhecer a vontade do povo colombiano”, afirmou De la Espriella, referindo-se ao presidente Gustavo Petro.
O candidato conservador também enviou um recado direto a Cepeda: “Não se atrevam em insistir em não reconhecer os resultados das eleições, porque o povo vai se levantar e vai castigá-los”.
De la Espriella solicitou ainda que os Estados Unidos e outros países democráticos acompanhem de perto o desdobramento do processo eleitoral. A instabilidade política no país reflete desafios observados em outras nações, onde o FMI aponta a necessidade de reformas fiscais para garantir a estabilidade institucional.
Fonte: Cnnbrasil