Fachada do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas. Fachada do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas.

Fiocruz descarta suspeita de Ebola em paciente vindo de Uganda

Fiocruz descarta suspeita de Ebola em paciente vindo de Uganda após testes negativos. Paciente segue em tratamento para malária no Rio de Janeiro.

O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) descartou a possibilidade de infecção por ebola em um paciente que retornou recentemente de Uganda, na África. O indivíduo, que apresentava sintomas compatíveis com a doença, teve seu diagnóstico confirmado para malária.

A Fiocruz informou neste domingo (31) que as análises laboratoriais de amostras de saliva, urina e sangue resultaram em negativo para o vírus causador do ebola. Com a exclusão da suspeita, o paciente foi liberado do protocolo de biossegurança do instituto, embora permaneça sob cuidados médicos para o tratamento da malária.

O caso teve início no último sábado (30), quando o paciente buscou atendimento no Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em saúde (Cievs) relatando tosse, calafrios e diarreia. Devido ao histórico de viagem recente a Uganda — país que registra casos da doença —, o protocolo de isolamento foi imediatamente acionado como medida preventiva.

A instituição reforçou que o risco de transmissão do vírus no Brasil é considerado baixo. A rede de saúde pública mantém prontidão para resposta rápida, garantindo suporte médico e capacidade de diagnóstico laboratorial em eventuais novas suspeitas.

Transmissão do Ebola e riscos de contágio

O vírus do Ebola é transmitido pelo contato direto com sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos infectados, incluindo animais ou cadáveres, além de superfícies contaminadas. Diferente de patógenos respiratórios, o Ebola não é transmitido pelo ar, o que reduz drasticamente o potencial de disseminação em comparação a doenças como a Covid-19.

Outro fator que limita a propagação é a ausência de transmissão durante o período de incubação. A capacidade de infectar outras pessoas ocorre apenas após o surgimento dos sintomas, facilitando o rastreamento de contatos e o controle epidemiológico.

“O surto é preocupante, mas o risco de pandemia igual ao da Covid é pequeno. Dessa vez, o surto demorou para ser detectado porque a Organização das Nações Unidas sofreu um desmonte de recursos de programas na África”, afirmou a médica infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês.

Sintomas e evolução clínica

O período de incubação da doença varia entre dois e 21 dias após o contágio. Os sinais clínicos iniciais incluem febre alta, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e diarreia. Em quadros de maior gravidade, a infecção pode evoluir para febre hemorrágica, apresentando riscos severos de sangramentos internos e externos.

Fonte: Cnnbrasil