O que você precisa saber
- Vladimir Putin declarou que a Rússia busca atender aos interesses doIrãpara conter a instabilidade regional.
- O encontro ocorre com negociações entre Teerã eWashingtonparalisadas, elevando a tensão global.
- A crise no Oriente Médio impacta diretamente o preço do barril deenergiae o fluxo de navios cargueiros.
Diplomacia e o Estreito de Hormuz
Esforços de mediação em curso
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se nesta segunda-feira com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em São Petersburgo. O chanceler iraniano passou por Paquistão e Omã antes de chegar à Rússia para tentar destravar o acesso ao Estreito de Hormuz.
A passagem é uma das rotas mais vitais para o comércio de petróleo e gás no mundo. O fechamento efetivo da região tem gerado disrupções graves no fornecimento de combustíveis para o mercado internacional.
Responsabilidade pelo impasse
Araghchi atribuiu aos Estados Unidos a culpa pelo fracasso das negociações iniciadas em abril. Segundo o chanceler, a imposição de exigências excessivas por parte de Washington impediu o avanço dos acordos preliminares.
Posicionamento dos Estados Unidos
Pressão contínua sobre Teerã
A Casa Branca mantém o bloqueio às exportações de combustíveis fósseis iranianos como forma de pressão. O governo norte-americano exige a interrupção do programa de enriquecimento de urânio, sob suspeita de desenvolvimento de armas nucleares.
Teerã defende que a iniciativa possui propósitos pacíficos e civis. O governo de Donald Trump interrompeu as viagens de seus enviados ao Paquistão, citando falta de resultados práticos nas rodadas anteriores de diálogo.

Negociações em compasso de espera
Atualmente, a equipe de segurança nacional dos Estados Unidos analisa propostas enviadas pelo governo iraniano por meio de países mediadores. O cenário mantém as chamadas linhas vermelhas estabelecidas pela administração norte-americana, enquanto o mercado global aguarda sinais de distensão.
Fonte: Dw