Lançador de foguetes Astro em operação de treinamento do Exército. Lançador de foguetes Astro em operação de treinamento do Exército.

Exército brasileiro moderniza estrutura para Era dos Drones

Exército brasileiro inicia plano de modernização com foco em drones e combate multidomínio, exigindo investimentos de R$ 400 bilhões até o ano de 2040.

O Exército brasileiro iniciou uma reestruturação profunda após estudos do Estado-Maior indicarem que a força não está preparada para os conflitos modernos. Sob comando do general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, a instituição adapta sua doutrina e formação militar para enfrentar desafios da Era dos Drones e operações multidomínio, que integram os campos espacial, cibernético, terrestre, aéreo e marítimo.

O que você precisa saber

  • O Exército brasileiro implementa novapolíticade transformação para adaptar sua estrutura à Era dos Drones e conflitos multidomínio.
  • O plano visa elevar a prontidão de 20% do efetivo, garantindo resposta rápida a ameaças estratégicas em qualquer ponto do território nacional.
  • A modernização exigeinvestimentosestimados em R$ 400 bilhões até 2040 para equipar a força com tecnologias de ponta e sistemas autônomos.

O documento oficial, intitulado Política de Transformação do Exército Brasileiro, destaca que a aceleração da inovação tecnológica tornou o campo de batalha mais transparente e letal. Para mitigar vulnerabilidades estratégicas, a força planeja manter cinco de suas 25 brigadas em elevado grau de prontidão, permitindo deslocamentos ágeis para qualquer região do país.

Divisão de forças e tecnologia

Estrutura por níveis de prontidão

A nova estrutura divide o Exército em quatro categorias: Forças de Emprego Imediato, Forças de Emprego de Prontidão, Forças de Emprego Continuado e Forças de Emprego no Multidomínio. Esta última será equipada com artilharia antiaérea, mísseis, guerra eletrônica e drones de alta autonomia.

Integração de Inteligência Artificial

A incorporação de drones será universal em todos os escalões. Um novo batalhão será criado no Comando de Aviação do Exército para operar equipamentos de maior porte, servindo como centro de instrução para toda a tropa. A estratégia busca superioridade de informações, utilizando Inteligência Artificial para integrar sensores e radares em tempo real.

Desafios orçamentários e industriais

Priorização de gastos e defesa

O plano reconhece que a disponibilidade orçamentária para a defesa permanece abaixo das necessidades estratégicas, exigindo rigorosa priorização de gastos. A modernização da indústria de defesa nacional é vista como essencial para garantir a sustentação das operações e reduzir a dependência externa em um cenário geopolítico global cada vez mais instável.

Governança e capacitação de pessoal

Além da tecnologia, a transformação foca na capacitação dos militares. O Exército pretende reforçar a autonomia decisória nos escalões mais baixos e adaptar a formação dos quadros para lidar com sistemas autônomos. A governança do processo será conduzida pela 7.ª Subchefia do Estado-Maior, com metas integradas ao Plano Estratégico do Exército até 2031.

Fonte: Estadão