Gráfico ilustrando o reajuste de 5,11% nos planos de saúde. Gráfico ilustrando o reajuste de 5,11% nos planos de saúde.

ANS fixa reajuste de 5,11% para planos de saúde individuais

A ANS fixou em 5,11% o teto para o reajuste anual de planos de saúde individuais e familiares. A medida impacta mais de 7 milhões de beneficiários.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta sexta-feira (29) o teto de **5,11%** para o reajuste anual dos planos de saúde individuais e familiares. O percentual é o menor autorizado pela agência desde 2021, período em que houve um reajuste negativo causado pelos efeitos da pandemia de Covid-19.

A medida alcança cerca de 7,7 milhões de beneficiários, o equivalente a 14,5% dos usuários de planos de assistência médica no Brasil. O novo limite abrange contratos firmados a partir de janeiro de 1999 ou que foram adaptados à Lei dos Planos de Saúde.

A decisão surge diante de um cenário de alta pressão sobre os custos do setor. Dados da ANS apontam que as despesas assistenciais por beneficiário cresceram 8,32% em 2025 frente ao ano anterior. De acordo com a autarquia, a elevação decorre do encarecimento de insumos e serviços, além da incorporação de novos procedimentos obrigatórios ao rol de cobertura.

Reajuste de 5,11% atinge apenas planos individuais e familiares

O limite fixado aplica-se exclusivamente aos planos individuais e familiares, contratados diretamente pelos consumidores junto às operadoras. A regra deixa de fora os planos coletivos empresariais, oferecidos por empregadores, e os coletivos por adesão, que são contratados por intermédio de entidades de classe ou associações.

Nessas modalidades coletivas, os valores são estabelecidos via negociação direta entre operadoras e contratantes, sem que a ANS imponha um teto máximo. Atualmente, os planos individuais representam uma fatia cada vez menor do mercado, já que a maioria dos usuários está vinculada a contratos coletivos.

Cálculo considera inflação e custos assistenciais

A metodologia utilizada pela ANS busca o equilíbrio financeiro do setor ao combinar a evolução das despesas assistenciais com a inflação oficial da economia. O cálculo pondera também a frequência com que os beneficiários utilizam consultas, exames e internações.

O intuito da agência é desestimular repasses automáticos de custos e incentivar a eficiência operacional das empresas. “O reajuste busca equilibrar a sustentabilidade financeira do setor e a capacidade de pagamento das famílias”, afirmou o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, ao detalhar o índice definido pelo órgão.

Calendário de aplicação e impacto no bolso

O novo percentual não passa a valer imediatamente para todos os clientes. A cobrança é autorizada apenas no mês de aniversário do contrato. Nos casos de planos com aniversário nos meses de maio e junho, a aplicação pode ser realizada em julho ou agosto, havendo a possibilidade de cobrança retroativa.

É essencial que os beneficiários monitorem se o reajuste cobrado respeita estritamente o limite de 5,11%. O planejamento financeiro familiar, que já sofre influência de indicadores como o crescimento do PIB, precisa considerar essa correção anual.

Pressão persistente nos custos da assistência médica

Apesar do teto definido pela agência, os custos da saúde seguem em trajetória de elevação. A ANS destaca que fatores como o envelhecimento populacional, o maior uso de tecnologias de ponta e o encarecimento de equipamentos médicos pressionam as operadoras. A inclusão recorrente de novos tratamentos no rol de cobertura obrigatória mantém a pressão sobre as despesas do setor.

Gráfico de reajuste de planos de saúde
ANS define teto de 5,11% para reajuste de planos de saúde individuais e familiares.

Fonte: G1