PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026 e país deve retornar ao top 10 global em contexto de Política Econômica PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026 e país deve retornar ao top 10 global em contexto de Política Econômica

PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026 e país deve retornar ao top 10 global

O PIB do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026. Setor agropecuário e investimentos impulsionaram o resultado da economia brasileira no período.

A economia brasileira registrou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado, que somou R$ 3,3 trilhões em valores correntes, representa uma aceleração em relação ao trimestre anterior, quando a alta foi de 0,3%.

Agropecuária avança 2% e puxa alta do PIB no período

O setor agropecuário foi o principal destaque do período, com expansão de 2%, impulsionado por ganhos de produtividade e condições climáticas favoráveis, especialmente na cultura da soja. A indústria também apresentou desempenho positivo, com alta de 1%, enquanto o setor de serviços, que detém a maior fatia da economia nacional, cresceu 0,5%.

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias avançou 1%, sustentado pela maior oferta de crédito e pelo aumento da massa salarial real. O volume de investimentos, medido pela Formação Bruta de Capital Fixo, registrou um crescimento expressivo de 3,5%, enquanto o consumo do governo subiu 0,4%. No comércio exterior, houve queda de 1,7% nas exportações e alta de 4,4% nas importações.

Brasil deve retomar 10ª posição no ranking global

O desempenho do início do ano reforça as projeções de que o Brasil deve retomar, em 2026, a posição de 10ª maior economia do mundo. Segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) compiladas pela Austin Rating, o país deve crescer 1,9% ao longo deste ano. A análise considera o Produto Interno Bruto em valores correntes convertidos para dólares, sendo influenciada tanto pela atividade econômica interna quanto pela taxa de câmbio.

Ricardo Montes de Moraes, coordenador de Contas Nacionais do IBGE, destacou que o resultado foi impulsionado pela agropecuária, extrativa mineral e serviços. O especialista ressaltou que, apesar do cenário de juros elevados, o crédito às famílias apresentou variação nominal de 12%, contribuindo para o aquecimento da demanda interna.

Fonte: UOL