Preços do petróleo sobem e mercado eleva projeções de inflação com impasse entre EUA e Irã em contexto de Política Econômica Preços do petróleo sobem e mercado eleva projeções de inflação com impasse entre EUA e Irã em contexto de Política Econômica

Preços do petróleo sobem e mercado eleva projeções de inflação com impasse entre EUA e Irã

O petróleo tipo Brent atingiu US$ 108,24 devido a tensões entre EUA e Irã. O mercado financeiro elevou a projeção do IPCA de 2026 para 4,86%.

O que você precisa saber

  • O barril do tipo Brent atingiu US$ 108,24, acumulando alta de 2,76% nesta segunda-feira (27).
  • A escalada de preços pressiona a inflação doméstica e altera as expectativas de juros pelo mercado financeiro.
  • O Banco Central avalia os efeitos do conflito antes de definir a nova taxaSelicnesta quarta-feira (29).

Os preços do petróleo registraram alta significativa nesta segunda-feira (27), alcançando o maior patamar em quase três semanas. Este movimento é uma resposta direta ao impasse nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, que mantém o fluxo de cargas restrito no Estreito de Ormuz e a oferta global sob tensão.

Impactos nos mercados internacionais

O barril do tipo Brent, que serve como referência para a Petrobras, subiu para US$ 108,24. Já o petróleo WTI, referência americana, avançou 2,28% e fechou o dia cotado a US$ 96,55.

Analistas do Goldman Sachs alertaram para o risco de um choque de oferta sem precedentes. Como resultado, a instituição revisou para cima suas previsões de preço da commodity para o quarto trimestre.

Reflexos na inflação e no IPCA

No cenário doméstico, a tensão no Oriente Médio trouxe efeitos imediatos para os indicadores de preços. De acordo com o último relatório Focus, o mercado financeiro elevou pela sétima semana seguida a projeção para o IPCA de 2026.

A estimativa de inflação passou de 4,80% para 4,86%. Esse movimento afasta o índice da meta estabelecida pela autoridade monetária, gerando maior cautela entre os investidores.

Expectativas para a reunião do Copom

A pressão inflacionária e a incerteza geopolítica impactam diretamente a renda fixa. Às vésperas da reunião do Copom, os juros futuros operam em alta, reagindo também ao desempenho das *treasuries* americanas.

Apesar desse cenário complexo, a expectativa predominante no mercado é de uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que deve cair para 14,50% ao ano. O Banco Central mantém uma postura defensiva, priorizando a análise sobre a duração do conflito antes de delinear os próximos passos da política monetária.

Fonte: G1