O que você precisa saber
- A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu de 4,80% para **4,86%**, marcando a sétima alta semanal consecutiva.
- O aumento das expectativas inflacionárias pressiona o custo de vida e desafia a meta de 4,50% estabelecida peloBanco Central.
- A escalada dos preços do petróleo, impulsionada por incertezas no Oriente Médio, atua como o principal fator de risco para o cenário econômico brasileiro.
As projeções do mercado financeiro para o IPCA de 2026 seguem em trajetória de alta constante. Considerando apenas as 122 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana das expectativas atingiu **4,89%**. Para o ano de 2027, a projeção também avançou, passando de 3,99% para 4,0%.
Trajetória da Selic e política monetária
Estabilidade nos juros futuros
A mediana para a taxa Selic ao final de 2026 permaneceu estacionada em **13,0%**. O mercado aguarda novas definições do Comitê de Política Monetária enquanto calibra as expectativas diante da pressão inflacionária vinda do exterior.
Posicionamento do Banco Central
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou que o conservadorismo da autoridade monetária visa comprar tempo para avaliar os efeitos da alta do petróleo nos preços domésticos. O colegiado busca entender a real extensão do impacto do conflito no Oriente Médio sobre a economia brasileira.
PIB e câmbio no horizonte
Crescimento econômico
A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto em 2026 oscilou de 1,86% para **1,85%**. O mercado financeiro mantém uma visão significativamente mais cautelosa que o Ministério da Fazenda, que projeta uma alta de 2,33% para o mesmo período.
Comportamento do dólar
A mediana para a cotação do dólar no fim de 2026 recuou de R$ 5,30 para **R$ 5,25**. A valorização recente da moeda brasileira frente ao dólar reflete ajustes nas expectativas de curto prazo, embora o cenário para 2027 permaneça estável em R$ 5,35.
Fonte: Estadão