Pela décima primeira semana consecutiva, os economistas consultados pelo mercado financeiro elevaram as projeções para a inflação brasileira em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (25), a estimativa para o IPCA subiu de 4,92% para 5,04%, superando o teto da meta oficial.
A principal justificativa para o ajuste é a escalada dos preços do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio. A cotação da commodity, que opera próxima aos US$ 95, gera pressão sobre os custos dos combustíveis no Brasil, impactando diretamente o índice de preços.
PIB avança para 1,89% e câmbio recua para R$ 5,17
Além da inflação, o mercado revisou as expectativas para a atividade econômica. A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 avançou de 1,85% para 1,89%. Para 2027, contudo, a estimativa de expansão recuou de 1,77% para 1,70%.
No cenário cambial, houve uma revisão para baixo nas estimativas apresentadas pelo mercado. A previsão para o dólar ao final de 2026 passou de R$ 5,20 para R$ 5,17. Para o ano de 2027, a expectativa também foi reduzida, passando de R$ 5,27 para R$ 5,26.
Selic permanece em 13,25% apesar da pressão inflacionária
Mesmo com o aumento na pressão sobre os preços, as projeções para a taxa básica de juros, a Selic, permaneceram estáveis em relação à semana anterior. O mercado mantém a expectativa de que a taxa encerre 2026 em 13,25% ao ano, embutindo reduções ao longo do período. Para 2027 e 2028, as previsões para a Selic seguem em 11,25% e 10%, respectivamente.
O sistema de metas contínuas, adotado desde 2025, estabelece o objetivo de manter a inflação em 3%, com um intervalo de tolerância que varia entre 1,50% e 4,50%. Com a nova projeção de 5,04%, o mercado sinaliza um cenário que ultrapassa o limite superior estabelecido pelo governo.
Fonte: G1