Os ativistas brasileiros que participaram da missão internacional Global Sumud Flotilla têm retorno previsto ao Brasil para este domingo (24). A delegação deve desembarcar às 17h45 no Terminal Internacional 3 do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

O grupo integrava um comboio composto por dezenas de embarcações que partiram de diversos portos do Mar Mediterrâneo. A iniciativa tinha como objetivo romper o bloqueio humanitário imposto à Faixa de Gaza, transportando suprimentos médicos e civis para a população local, além de buscar visibilidade internacional para a crise humanitária na região.
Interceptação naval ocorre a 230 milhas náuticas de Gaza
A operação de captura ocorreu entre os dias 18 e 19 de maio, quando forças israelenses cercaram e interceptaram a frota em águas internacionais, a aproximadamente 230 milhas náuticas de Gaza. Após a abordagem, os voluntários foram detidos e levados sob custódia pelas autoridades.
Informações sobre o paradeiro dos ativistas começaram a circular no dia 21 de maio. Na ocasião, vídeos divulgados em redes sociais por autoridades israelenses, incluindo o Ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, exibiram cenas de violência física e humilhação contra os integrantes do grupo.
Voluntários relatam espancamentos e abuso durante custódia
Relatos posteriores dos voluntários apontam para a ocorrência de espancamentos severos, fraturas, humilhação psicológica contínua e denúncias de abuso e violência sexual durante o período de detenção. O serviço penitenciário de Israel negou as acusações.
Diante do cenário, a organização do movimento exige uma resposta da comunidade internacional. “A organização do movimento cobra uma postura firme da comunidade internacional e dos governos signatários das convenções humanitárias para que exijam a punição dos crimes cometidos e avaliem o rompimento de relações econômicas e políticas com o regime israelense.”, afirmou o grupo em nota oficial.
Fonte: Cnnbrasil