O Teste Imunoquímico Fecal (FIT) consolida-se como o novo exame de referência para a identificação de alterações no cólon e no reto. O procedimento baseia-se na coleta de fezes para detectar partículas de sangue invisíveis a olho nu, que podem sinalizar lesões pré-cancerígenas ou a presença efetiva de câncer colorretal.
Praticidade e escala no diagnóstico precoce
Uma das características centrais do FIT é a viabilidade de realização em ambiente doméstico, o que elimina a necessidade de deslocamento imediato a laboratórios para a coleta inicial. Diferente de exames invasivos, a exemplo da colonoscopia, o método não exige preparo prévio, favorecendo a adesão dos pacientes através da distribuição facilitada de kits.
“A maior vantagem é que ele pode ser realizado em larga escala e auxiliar na realização de diagnósticos precoces”, afirma Fernando Maluf, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein.
Precisão técnica e impacto na saúde pública
O exame utiliza anticorpos específicos para identificar sangramentos microscópicos, atingindo uma sensibilidade que oscila entre **85% e 90%**. Esse nível de precisão é estratégico para o cenário nacional, onde o país registra mais de 50 mil casos anuais da doença, muitos deles detectados apenas em estágios avançados, o que compromete as taxas de sobrevida.
“O FIT é capaz de diferenciar com mais certeza se é um caso de câncer, um pólipo intestinal ou algum tipo de inflamação”, explica Maluf. Essa capacidade de diagnóstico diferencial agiliza a conduta clínica dos médicos e otimiza a triagem de diversas enfermidades gastrointestinais dentro do sistema público e privado de saúde.
Fonte: Cnnbrasil