A Suprema Corte de Cassação da Itália, instância máxima do Judiciário do país, reverteu nesta sexta-feira (22) a decisão que autorizava a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. Com a nova sentença, a corte determinou a libertação da ex-parlamentar, que estava detida em um presídio feminino nos arredores de Roma desde julho de 2025.
Libertação prevista para sábado e prazo do Ministério da Justiça
Segundo o advogado de defesa, Alessandro Sammarco, a expectativa é que Zambelli seja solta neste sábado (23). Embora a decisão da Suprema Corte encerre a fase judicial deste processo específico, o caso ainda passará por uma etapa administrativa.
O ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, terá um prazo de 45 dias, a contar da publicação do acórdão, para emitir um parecer final sobre a extradição. A decisão desta sexta-feira refere-se especificamente à condenação de Zambelli pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Segunda extradição segue em análise pela justiça italiana
No entanto, a Justiça italiana desmembrou os pedidos enviados pelo Brasil. Um segundo processo de extradição, relacionado à condenação da ex-deputada por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, segue em análise, sem data definida para julgamento.
Carla Zambelli foi condenada pelo STF em maio de 2025 a 10 anos de prisão em regime inicialmente fechado, além da perda do mandato e inelegibilidade, por envolvimento na invasão dos sistemas do CNJ. Na ocasião, o tribunal também impôs o pagamento de R$ 2 milhões em indenizações por danos morais e coletivos.
Histórico da ex-parlamentar desde a fuga em 2025
Posteriormente, a ex-deputada foi condenada a mais 5 anos e 3 meses de prisão por um episódio de perseguição armada ocorrido em São Paulo em 2022. Após deixar o Brasil em maio de 2025 e passar pelos Estados Unidos antes de se estabelecer na Itália, Zambelli foi considerada foragida da Justiça brasileira.
A defesa da ex-deputada sustenta que a anulação da extradição pela Corte de Cassação pode ter ocorrido devido a erros na sentença anterior, proferida pela Corte de Apelações.
Fonte: G1