Flávio Bolsonaro critica fim da escala 6x1 e defende jornada flexível por hora em contexto de Política Econômica Flávio Bolsonaro critica fim da escala 6x1 e defende jornada flexível por hora em contexto de Política Econômica

Flávio Bolsonaro critica fim da escala 6×1 e defende jornada flexível por hora

Flávio Bolsonaro critica a PEC que acaba com a escala 6×1 e defende um novo modelo de remuneração baseado em horas trabalhadas durante evento em Brasília.

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou forte oposição à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa o fim da escala 6×1 nesta terça-feira (19). Durante a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o parlamentar classificou a iniciativa como uma medida de caráter eleitoreiro.

Segundo o senador, o projeto traria impactos negativos à economia e aos cofres municipais. A estimativa apresentada pelo parlamentar projeta um prejuízo de R$ 50 bilhões anuais para as administrações locais.

Proposta de jornada flexível por horas trabalhadas

Em contraponto ao texto que tramita na Câmara, Flávio Bolsonaro defendeu a implementação de um modelo de remuneração baseado estritamente nas horas trabalhadas. O senador argumenta que a proposta que será apresentada pela bancada do PL visa garantir ao trabalhador autonomia para definir sua carga horária conforme necessidades pessoais.

“O trabalhador é quem tem que escolher quanto tempo trabalha e não o governo. O salário mínimo será por horas trabalhadas sem redução e com todos os direitos constitucionais garantidos: décimo terceiro, férias, fundo de garantia e INSS”, afirmou o parlamentar durante o evento.

PEC 6×1 aguarda parecer de Leo Prates

A proposta atualmente em debate busca reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, assegurando dois dias de descanso e a manutenção dos salários atuais. O relator da matéria, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), tem previsão de apresentar seu parecer nesta quarta-feira (20).

O foco do debate legislativo reside na regra de transição para a nova jornada. Enquanto setores produtivos buscam um cronograma estendido, a base governista pressiona por uma redução imediata ou escalonada. Bolsonaro sustenta que a rigidez da proposta atual pode prejudicar quem deseja trabalhar mais, além de elevar riscos de desemprego e o custo de vida.

Fonte: Globo