A China autorizou três frigoríficos brasileiros a retomar os embarques de carne bovina nesta quarta-feira (20), encerrando uma suspensão iniciada em março de 2025. As informações foram confirmadas pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), após rodada de negociações entre autoridades dos dois países em Pequim.
“A medida representa uma importante conquista para o setor e reforça a confiança da China no sistema sanitário brasileiro e na qualidade da carne bovina produzida no país”, afirmou a Abiec, em comunicado.
Entre as unidades liberadas está a planta de Mozarlândia, em Goiás, pertencente à JBS — maior processadora de carne do mundo —, segundo informou Roberto Perosa, presidente da Abiec. O Brasil mantém a posição de maior exportador global do produto, tendo o mercado chinês como seu principal destino comercial. O ministro da Agricultura, André de Paula, cumpre agenda oficial no país asiático para tratar de novos acordos.
Suspensão por suposta falta de conformidade
O bloqueio temporário havia sido imposto pela Administração-Geral de Aduanas da China (GACC) em março de 2025. Na ocasião, o órgão chinês alegou “não conformidade” com os requisitos para o registro de estabelecimentos estrangeiros, sem detalhar quais critérios técnicos teriam sido descumpridos pelas empresas brasileiras.
Além da unidade da JBS em Mozarlândia, a restrição atingia uma planta da Frisa, localizada em Nanuque, Minas Gerais, e uma unidade da Bon-Marte, em Presidente Prudente, São Paulo. O setor de agronegócio aguardava a normalização das operações para retomar o fluxo pleno de exportações.
Governo solicita habilitação de 33 novas plantas
O Ministério da Agricultura busca ampliar a presença brasileira no mercado asiático. Segundo o secretário de comércio e relações internacionais da pasta, Luis Rua, o governo brasileiro solicitou formalmente a habilitação de 33 novos frigoríficos para exportação.
A lista de pedidos inclui 20 plantas especializadas em carne bovina, 11 unidades de processamento de aves e duas plantas de suínos. A expectativa é que a aprovação desses novos estabelecimentos fortaleça a balança comercial e a competitividade do setor exportador nacional.

Fonte: G1