O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, confirmou nesta terça-feira (19) que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) não será candidato ao governo de Minas Gerais. A declaração, feita durante entrevista ao podcast “Warren Política”, encerra a expectativa de que o parlamentar liderasse a chapa apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado.
PT articula novos nomes em Minas Gerais
Com a saída de Pacheco da disputa, o PT iniciou a rearticulação de suas alianças em Minas Gerais, considerado um colégio eleitoral estratégico para as eleições de 2026. Segundo Edinho Silva, o partido já mantém conversas com diversas lideranças locais para definir um nome capaz de consolidar um palanque forte para o governo federal.
Entre os nomes citados como possíveis alternativas estão o empresário Josué Gomes da Silva (PSB), filho do ex-vice-presidente José Alencar, e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT). Contudo, fontes indicam que a cúpula petista avalia diferentes cenários, e a preferência de Lula por nomes específicos ainda é objeto de debate interno.
Pacheco sinaliza interesse em vaga no Tribunal de Contas
Rodrigo Pacheco, que migrou do PSD para o PSB em abril com o objetivo de viabilizar sua candidatura, não se pronunciou publicamente sobre a desistência. Informações de bastidores apontam que o senador indicou a dirigentes petistas o interesse em buscar uma vaga no Tribunal de Contas da União.
A relação entre Pacheco e o PT enfrentou desgastes recentes, especialmente após a rejeição pelo Senado da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Parte da legenda petista atribuiu a derrota de Messias a uma articulação de Pacheco em conjunto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o que gerou desconfiança dentro do partido.
Fonte: G1