Petrobras avalia que isenção de PIS/Cofins evitar reajuste na gasolina em contexto de Finanças do Brasil Petrobras avalia que isenção de PIS/Cofins evitar reajuste na gasolina em contexto de Finanças do Brasil

Petrobras avalia que isenção de PIS/Cofins evitar reajuste na gasolina

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirma que a isenção de PIS/Cofins pode evitar aumentos na gasolina e projeta barril de petróleo a US$ 70.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta terça-feira (28) que a eventual aprovação da isenção de PIS/Cofins sobre combustíveis deve ser suficiente para evitar reajustes diretos no preço da gasolina ao consumidor. A medida, que faz parte de um projeto de lei complementar enviado pelo governo ao Congresso Nacional, é vista pela estatal como uma forma de abrir espaço na cadeia de preços para absorver pressões externas.

Isenção de PIS/Cofins acomoda variações do mercado internacional

Durante um evento em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, a executiva reforçou que a companhia mantém o monitoramento da paridade de preços internacional. Segundo Chambriard, a desoneração tributária permite que produtores e importadores acomodem variações de mercado sem que o impacto chegue às bombas. “Acreditamos que essa isenção de PIS/Cofins é suficiente para nós em termos de resposta ao nosso investidor, seja ele público ou privado”, declarou a presidente da companhia.

A executiva ressaltou que a viabilidade dessa estratégia depende do entendimento do Legislativo sobre o projeto. Caso a medida não avance conforme o esperado pelo governo, a empresa terá que avaliar outras alternativas para lidar com a volatilidade do mercado.

Petrobras projeta barril de petróleo a US$ 70 até o final do ano

Além da discussão sobre tributos, a Petrobras projeta que o preço do barril de petróleo deve se estabilizar ao redor de US$ 70 até o final do ano. A companhia também indicou que não há necessidade de importações para suprir a demanda interna nos meses de abril e maio.

Chambriard pontuou ainda que a empresa já começou a receber pagamentos referentes a subsídios, o que contribui para o alívio do fluxo de caixa no curto prazo. Sobre o cenário geopolítico, a executiva destacou que a petroleira não vislumbra um encerramento rápido dos conflitos que afetam o mercado global de energia.

Fonte: Infomoney