Os Estados Unidos e o Irã formalizaram, nesta quarta-feira (17), um memorando de entendimento que estabelece um acordo interino de paz, encerrando o conflito militar iniciado em fevereiro. O documento foi assinado eletronicamente por autoridades de ambos os países, com o presidente Donald Trump oficializando sua cópia durante um jantar no Palácio de Versalhes, na França.
Reabertura do Estreito de Ormuz e suspensão de sanções
O memorando prevê a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, rota estratégica que estava bloqueada há meses, causando forte volatilidade nos preços globais de energia. O entendimento também inclui a suspensão imediata de sanções sobre o petróleo iraniano e a sinalização de que ativos iranianos congelados pelos EUA poderão ser liberados.
Embora o acordo já esteja em vigor, questões complexas, como o programa nuclear iraniano e o desenvolvimento de mísseis balísticos, foram postergadas para um novo ciclo de negociações previsto para os próximos 60 dias. O presidente Trump afirmou que o prazo não é rígido, desde que o Irã mantenha um comportamento adequado.
Resistência nos Estados Unidos e papel do Paquistão na mediação
A medida enfrenta forte resistência interna nos Estados Unidos. Parlamentares republicanos, incluindo aliados próximos de Trump, criticaram duramente o memorando. O senador Ted Cruz classificou a decisão como um erro, enquanto o ex-vice-presidente Mike Pence questionou a ausência de garantias verificáveis sobre o desmonte do programa nuclear iraniano.
Por outro lado, o governo do Paquistão, que atuou como mediador ao lado do Catar, celebrou o compromisso diplomático. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, destacou que o acordo demonstra a disposição das partes em buscar uma resolução pacífica para o conflito.
Sobre a formalização do processo, há divergências logísticas: enquanto o Paquistão mencionou uma cerimônia oficial na Suíça para esta sexta-feira (19), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o memorando foi finalizado digitalmente e que não haverá evento presencial em solo suíço.
Fonte: Cnnbrasil